PIB – Precisamos ter essa conversa

Redatora: Kethelin Zaire

                                                                        Fonte: Própria.

Vocês provavelmente devem estar se perguntando: “Mas que raios é PIB?”. Bom, se acomodem.

PIB ou Produto Interno Bruto é equivocadamente resumido ao total de riqueza existente em um país, o que como consequência nos faz pensar que esse valor estaria presente em nossa economia, mas não, o PIB é um indicador do quantitativo de bens e serviços produzidos por um país, Estado ou cidade em determinado espaço de tempo, o qual é bastante utilizado na macroeconomia (ciências econômicas). Sua utilidade se baseia na medição das atividades econômicas de determinada localidade, em suma são:

° Monitorar as atividades econômicas de determinado país, cidade ou região por certo período de tempo;

° Acompanhar o PIB e comparar seu desempenho entre diferentes países ou regiões.

O período normalmente pautado é o anual de países, estados e cidades, mas nada impede que o de um bairro ou de um setor econômico (como o pecuário) seja analisado. Porém, são apenas analisados para casos específicos, como para quem está estudando sobre.   Perdidos? Ok, sigam o fio:  O PIB se limita a contabilizar apenas os produtos finais, para evitar contagem dupla do que foi produzido. Pode-se usar o exemplo de um país que produz R$200 de milho, R$200 de arroz e R$400 de fubá, seu PIB será de R$400 porque os valores do milho e arroz já estão incluídos na produção.   Esse levantamento de dados ou cálculo é comumente produzido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ou por fontes externas, as quais podem ser:

° Balanço de Pagamentos (Banco Central); 

° Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ (Secretaria da Receita Federal); 

° Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA (IBGE); 

° Pesquisa Anual de Comércio - PAC - (IBGE); 

° Pesquisa Anual de Serviços - PAS (IBGE); 

° Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF (IBGE); 

° Pesquisa Industrial Anual – Empresa – PIA (IBGE).

Dando seguimento às contas: Existem diversas maneiras de se calcular o PIB, como as chamadas ótica da produção, ótica da renda e ótica da demanda. Na ótica da produção soma-se os valores dos serviços finais e produtos produzidos, onde deve-se estimar o valor total dos produtos vendidos para o consumidor final. Já a ótica de renda, todo serviço ou produto adquirido coincide à remuneração das pessoas que, de alguma forma, contribuíram. Na ótica de demanda, a mais comumente usada, realiza-se o cálculo a partir das despesas e serviços finais efetuados pelos agentes econômicos de determinado lugar. Os quais são divididos em: família, empresas e governo.

Sua análise reproduz o modelo simples keynesiano, sua fórmula nesse modelo é a seguinte:

° PIB = C + I + G + X – M

No qual:

° C = Consumo das famílias; ° I = Investimento; ° G = Gastos do governo; ° X = Exportações; ° M = Importações.


PIB E OS SEUS TIPOS

Sabemos que existem diversas formas de analisar o PIB, porém só são usadas quando correspondem a análise necessária. Os principais são: Nominal, Real, por paridade de poder de compra (PPC) e Per capita.

PIB Nominal: Calculado a preços correntes, medindo a variação de produção de determinado lugar, sem descontar a inflação. Mesmo sendo muito utilizado, possui considerável problemática, a incorporação do efeito inflacionário; 

PIB Real: A diferença entre ele e o nominal se trata justamente do efeito inflacionário, o PIB real é calculado pelos preços constantes, logo, o efeito inflacionário é eliminado para que o PIB analisado sofra impacto apenas da variação na produção; 

PIB por paridade de poder de compra (PPC): Utilizado nas correções deturpadas no cálculo do PIB, sobretudo no andamento de comparações internacionais, para comparar PIB’S de diferentes países; 

PIB per capita: Basicamente divide-se pela quantidade de habitantes desse local, sua utilização é comum entre países de renda alta, média ou baixa.

Antes de finalizar esse breve pincelada pelo assunto, é de cunho indispensável citar o PNB (Produto Nacional Bruto), outro indicador macroeconômico, que diferentemente do PIB, inclui de forma mais precisa a produção realizada por empresas brasileiras. Para calcular seu valor é preciso subtrair do PIB o valor da renda líquida enviada ao exterior (RLEE) e somá-lo a renda líquida recebida do exterior (RLRE), se a RLEE seja maior que a RLRE, o PIB consequentemente será maior que o PNB, caso contrário o PNB será maior. Para calcular usa-se:

° PNB = PIB – RLEE + RLRE

Também como o PNB, outro indicador macroeconômico, temos o PNL (Produto Nacional Líquido), para se achar o seu valor basta subtrair o PNB a depreciação (trata-se da desvalorização) do capital fixo.

° PNL = PNB – depreciação do capital fixo

Após todo esse rolê e tanto, espero que tenham captado a importância de se ter uma boa compreensão sobre o que é o PIB, porque é essencial para o acompanhamento de nossa economia.


Referências

[1] WARRENBLOG. PIB: o que é, como é medido e qual é a trajetória do Produto Interno Bruto brasileiro. Disponível em: <https://warren.com.br/blog/pib/?campaign=Performance_Max&gclid=CjwKCAjwr56IBhAvEiwA1fuqGkyPUlYO1lDRtQQHRBsGSAnXn85u0tUhKP3x66kJwYAyM_NWPwR0ixoCDnoQAvD_BwE>. Acesso em: 2 ago. 2021.

[2] SASAKI, Fabio. Entenda como é feito o cálculo do PIB. Guia do estudante. Disponível em: <https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/atualidades-vestibular/entenda-como-e-feito-o-calculo-do-pib/>. Acesso em: 2 ago. 2021.


Editoras: Michelly Freitas

Kethelin Zaire

Revisora: Yasmim Velozo

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